domingo, 7 de agosto de 2011

Ruivo

Volto,

Quando Soar a Ruivo
o som do sentir
e a flor
do teu ser
for aos olhos
da alma
o pedido concretizado.

Guarda o sentido

até que nada mais
pertinente
se imponha

e perdidos num fim

mãos

que te exigem.

domingo, 1 de novembro de 2009

Finalíssima

Em mim ficou um pouco de ti, o pouco que me deste. Em cada olhar respondido, deste-me o que eras, sem as palavras gastas e sentires mutáveis que o tempo faz nascer, o limite em nós que o tempo fez nascer! Isto não se perde, o que me deste não muda e fez sentido no lapso dos sentidos voláteis de outrora. Por mim, serei sempre aquelas mãos que te confortavam todo o corpo, estas mãos que procuravam as tuas! Por mim, serás o todo, que em ti eu era! Enquanto o tempo trata de nos matar, ficarás em mim, na inevitabilidade do sempre, indefinido para sempre…

Gostar de Ti foi um pretexto para nos salvar!

sábado, 31 de outubro de 2009

The Arcade Fire - No Cars go

Pelo teu 19 de Junho


"Between the click of the light and the start of the dream"

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Quimérico

(...)e ver-te só a ti deste parapeito,
deixa-me olhar-te nos olhos só pra sentir
como seria se fosse perfeito...
E vou-me a esta quimera cingir
deitar-me nos prados,
os teus cabelos no meu peito
os teus lábios rosados!
Vamos ser um devaneio e fugir
sem sequer ver uma saída
sem saber por onde ir
e utopia-me a vida...

terça-feira, 6 de outubro de 2009

"Também não mereço que gostes de mim..."

Vejo o fim tão próximo
e já mal oiço a tua voz de messias,
entre as palavras de sangue caído,
malogrados sonhos e poesias,
vamos fechar os mundos lá fora...
Fechar os nossos olhos
e quando os voltarmos a abrir,
nesta última luz que finda,
não verei mais esses verdes mundos
e saberei que não estarás aqui ainda...

Mas quero ver-te!
Quero ser-te!
Errar-te novamente,
só errar mais uma vez
e teimar neste sonho demente,
cruzar este fim que se previa
e quase ouvir-te dizer:
"- Acabei por gostar!"
Mas quando deixar de te ver aqui,
não me posso esquecer de chorar!

Estás aqui ainda?

"- Fazes-me sentir bem..."
Não, ja não faço mais.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

"Quero dormir ao mesmo tempo que tu..."

Os nossos corpos...
Caixas de sonhos guardados
fugidos de fins,
cheios de mundos ideados
ladeados por jardins,
onde nos cruzamos
com o tanto...
tanto que somos por fazer,
no simples que é o sonhar,
no difícil que é o dizer
até se fazer um silêncio...

E neste silêncio,
predidos no tanto vivido,
sem saber o que é viver,
sussuras-me ao ouvido:
"- Conta-me... o que estamos a perder?"

sábado, 20 de junho de 2009

Ficou marcado o meu último dia

E nasces de novo,
Sonho feliz!
Nasces porque te fiz
e porque te fiz,
fiz de ti
este sonho feliz!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

"- Sabes do que gosto? - De mim..."

Hoje enquanto falo contigo
tudo pára em teu redor...

Reparo em cada pormenor do teu mundo,
tudo bem lento
bem nítido
fixo tudo:
As tuas mãos que se mexem hesitantes
como que temendo errar nos gestos,
avançam,
recuam,
quase suplicam que as toque
que as guarde em mim...
"- Vem, dá-me a tua mão!"
Gritava o meu pensar...

Os teus cabelos cor de mel
que voam ao som do vento,
num dançar adorável,
o baloiçar do meu alento!
Sinto em mim uma vontade de os tocar
de os sentir entre os dedos
confundi-los comigo
e em tom de segredo
dizer-te ao ouvido:
"- São parte de mim..."

Enquanto me olhas...

Os teus olhos amendoados
tão claros no que dizem
desejam ser amados.

São doces de cor inocente,
dois nobres mundos escuros
e por esses olhos puros
guardo a vida que me és!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

22h22 Pede um desejo!

Que origem dúbia tens tu vil sentir?
No teu Eterno Retorno,
Quem te pede que apareças?
Em toda a tua glória,
Salmos de flautas inocentes,
cortejo de quimeras gritantes,
com arrufos de tambores imponentes,
apareces...
Na ingénua melancolia esperada
fazes-me desejar ser tudo o que és,
fazes-me odiar tudo aquilo que não me podes dar,
sem saber se és doce ou fel
O que és?
ilusão de vida
rasgos de loucura
triste vontade
dor pura!
Sentir sentido por quem não sente!
Mudo e terminante clamor,
manténs-te indefinido, Doce fel…
O que és tu a que chamo amor?

domingo, 26 de abril de 2009

domingo, 22 de fevereiro de 2009

"Gosto mais de ti quando dizes Sim..."

- Conta-me...onde estamos?

- Estamos num jardim
de folhas amarelas no chão
onde só sabemos dizer: Sim!
onde o vento de fundo canta a nossa canção,
sem fim nem qualquer ponto
onde todas estas folhas amarelas
são palavras do nosso conto
e ninguém contará a nossa história por elas!

- E como são essas folhas amarelas?
- Sei que nascem nestas árvores belas
e têm uma cor linda,
em tons d'aguarelas!

- E as árvores belas
de onde voam as folhas amarelas
o que nos contam?
- Contam com espanto
que nunca haviam visto amor com tal encanto…


"Gosto mais de ti quando dizes Sim..."

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

"Adeus? Não não! Um até já!"

Um olhar carregado de querer escondido,
que finge não ver os pensares pensados,
em vontades que nos impelem em força para o abismo sereno
ao passo que definem se caímos ou voamos…
neste nobre amor veneno!

E no triste corrente sentir de um amor pretérito,
cheio de lembrares suaves de tudo extinto,
duro e distante almejado fim demérito
que volta escoltado pelos silêncios que acordam o que sinto…

São estes constantes olhares que se tocam ,
que se acreditam perdidos...mas voltam…
para nos contar que este sentir pode ser cruel!
Um efémero engano dos sentidos
que nos dá a conhecer este negro fel
e se eleva no céu revolto,
tão leve, feito um coração de papel
onde escrevo este sonho solto!

domingo, 11 de janeiro de 2009

"Para sempre? Nada dura para sempre!"

Não quero mais!
Digo no meu pensar mentido
debaixo deste céu caído
que deixas ao fundo enquanto saís...

Resta soltar-me ao ar
e sentir em mim algo estóico, crescente
que me leva na impassível pena de pedra
do sentido que nada sente!
e sei...
que não mais quererei correr!
não mais terei que secar a cara!
por já não ter nada que possa perder
porque em mim nada de ti ficara...

Espero ver-te numa outra vida,
quando o nosso destino consentido for igual
porque nesta volta perdida
este encontro foi casual
(um repentino devaneio feroz)
nascido de intento nenhum
que a vida que vi em nós
só foi vista por Um!

Noite áspera em coração fraco,
carregado de querer frustrado
em letras feitas de sentido escasso
ao saber que não é amado!

"Para sempre? - Nada dura para sempre!"

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

"Agora não..."

És triste e amado sentido
que me tortura o olhar cercado,
mudo e mordaz sentir fingido
que mata o querer gritado..

Ainda te sinto onde os olhos já não te chegam,
apesar de tanto...
tanto que me queimas!
ainda me perco no pensamento esquecido
ainda te falo no silêncio que teimas...
de mais um inicio feito fim caído!
por ti nascido...
por ti perdido...

Este injusto querer desfeito
de uma nobre vontade que arde
num chorar seco de silêncio imperfeito,
mercê de um triste amor cobarde!

Ainda cá fico,
mais uns dias talvez..
por ser difícil sair daqui
por querer que me encontres de vez
e me tragas o que perdi...

Quem sabe um dia
dure mais...
quem sabe um dia
não te vás embora...jamais

"Agora não!"

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Melhor amigo!

Nunca mudei o que sinto
enquanto sinto a falta de te ter..
de todas as palavras que finto
haverá uma que me fará esquecer...

Há muito que nos perdemos
no estranho esbater da memória
que faz da nossa vida
o triste contar da história...

E parece morrer o conforto!
fraco e incapaz,
puxo de um cigarro que me esconda o corpo
na sombra que a distância me faz...

Raiva por não querer dizer o teu nome...
vontade de querer estar contigo!
raiva por nao saber dizer...
melhor amigo!

domingo, 13 de julho de 2008

"- O que é que ontem tinhas pra me dizer? - Nada - Tudo"

No teu mundo esquecido
entre palavras que não te chegam
depois de tudo que havia sido,
platónico,
ardido!
De tudo o que sinto,
tudo é indigno,
quero antes nada mais te dizer...
(sei que minto)
mas prefiro,
pois sinto-me a morrer!

Só fingir!
debaixo daquela árvore sem tempo (uma qualquer)
fingir que me perguntas:
"- Em que pensas?"
e não responder!
(não por não querer)
só por não ter palavras imensas...

domingo, 15 de junho de 2008

sol posto

Acordei tarde hoje!
deixei as horas lá atrás...bem longe...

Sonhei com o pôr-do-sol que me tentas,
tanta a cor de sentido súbito
que em rasgos de voltas lentas
ocupa todo o pensar dito..
tal a vontade egoísta que aumentas
num abstracto ardor maldito
que se encobre nos subúrbios do teu sonhar,
onde se distingue a chuva seca que nos pesa
onde não há vontade no respirar,
tal o efeito de sentir que nos despreza!

Sinto falta que me aqueças o rosto...
entristece-me não o ver mais,
ele: o Sol posto!
não que ele já não exista,
porque longe da vista
de certo sonho triste...ele existe...
perto do amanhecer,
onde caem as palavras que te quero ouvir dizer..

Aparência do sentido..

É tanto o sol que nos arrefece
no dia penoso...difícil que não se esquece,
a par do olhar terno perdido
dada a aparência do sentido!

Esse aparente brando afecto,
absurdo e inquieto
que sonegas do destino
indiferente...
a tudo o que imagino..

Alui-se a raiva dos pensamentos não pensados,
tantas as vidas que nos passam em frente dos olhos vidrados!
e torna-se cómoda a dúvida prudente
sendo que pensar é adverso,
uma ilusão permanente
que torna o sentir tão disperso..

Trazes-me a dor do sonho vago!
e levas-me a secar os olhos densos,
tanto o silêncio de som amargo
que me impede o sentir imenso..

Benévolo querer..

Travamos os passos que fazemos em vontade
enquanto pisamos as folhas secas do sentir que cai..
paramos para pensar de onde vem infame saudade...
e gritamos ao benévolo querer que só nos trai!

Abstracto sentir..

Sou sempre isto!
inútil nos dias que passo a ver-te passar..
descanso, fixo-me denovo e listo
tudo o que faças que me faça parar
a simetria do teu gesto pensado
e digo baixinho:
"- se ela me sorrir sou amado!"
como se o sorrir fosse adivinho
do abstracto sentir alado!

Deixas para depois a vida que fizemos,
sorrio para não chorar essa vida!
tanto o pensar adiado..
e uma indecisa dúvida,
tal o peso do nosso fado...

sábado, 14 de junho de 2008

Melancolia da felicidade

Sei do estranho que é ver
o mar a fugir ao fundo...
sei do estranho que é sentir
o vento que corre em nós
e esta voz...que nos treme em saber
que há mais cores que não vemos!
sensações que não temos!
tantas palavras de querer!
e saber que há mais no gostar
do que aquilo que sabemos dizer..

Só é estranho porque não te tenho para me contares que...
também há mar que volta!
também há vento que fica!
também há amor que não passa...
quando o teu sorrir me abraça!

Não mais quero cá voltar
sem te ter em mim
para me contares…
que não há saber nas mãos que damos
neste calor que nos invade
quando tudo o que queremos
é a melancolia da felicidade…

demais..

somos certos no que fugimos,
para alem daqui onde nao quero
vivemos tudo o que esquecemos
por doer tanto... demais!
sonhas-te demais a chuva..
choramos demais á chuva..
onde nem o nosso sal fazia diferença,
onde nem a agua te levou a mim...
ficamos restos de horas em tempos
por ter medo de gostar
temer perder o que nos pertence
e tentar tocar-te onde nem os olhos te sentem
onde nem a luz te chega..
tao certa na incerteza de ti,
e a inocencia que nos acorda para o dia,
na eterna dor de pensar!
e somos tanto por fazer
tao simples no que sonhar
tao dificil no que dizer
mas basta um olhar de ti
para me perder no fim...
se fosse sempre assim
quando tudo se encontra por si..
bastava.. só assim!

Ensina-me

resumo num olhar o que sinto,
és a minha vontade,
anseio ser poema na tua vida
com as palavras que me soltas
leio tudo o que me és
como sonhos que te fiz
nas noites de sol friu
em que te ouvia feliz...
a nossa musica de todo o dia
o canto quente dos teus gestos
que me corta os nós cegos das mãos!
e...
sabemos o que nos vai...
que nos sai da pele
nos queima sem doer!
e arrasa com o querer
que nos empurra para tras
para nos fazer perder!
ensina-me a esquecer
que nao estamos aqui
e...
vou-te sonhar...

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Não te vi...

Hoje não te vi na minha vida

Cruzámos caminhos que não se encontram
na consequência cega do não dito
e aí minto
que te vi e acredito!

E nada vi...

Olho a janela coberta de chuva incerta
e procuro incessante a tua imagem
que ganha forma quando a vontade aperta,
na ilusão demente deste desejo,
a ânsia de ver-te...
em tudo o que vejo...

Deixo correr-me nos olhos loucos
os teus últimos minutos lembrados,
por mais que chorados
uns últimos minutos poucos!

Mas nada vi
e espero...

Espero no Outono dos meus olhos
o Sol que me faças chegar…
Engano o pensar
e...hoje...
só posso fingir..
que te vi na minha vida...

És sentido

assim que amanheces para mim
sinto-te como um aperto
que me envolve e sustenta
mais nada quero eu sentir
que me faz...

é como um prado verde
onde desejo perder-me
és meu caminho és meu olhar
mais nada quero eu ver
que me faz...

é o som de tudo o que desenho
sinais num sonho por lembrar
mais nada quer eu ouvir
que me faz...

como o sol que brilha na chuva
és meu cheiro de saudade
que anseio sentir
quando o vento por mim passa
mais nada quer eu cheirar
que me faz...

é o sabor das palavras
que para ti digo em silencio
como que temendo perder o que disse
nao digo mas penso
mais nada quer eu saborear
que me faz...

em mim ha um lugar vazio, sem ti
sem sentido
meu unico sentido és tu
que me faz...amar

Ser..

Somos os dias passados,
nos tempos perdidos...
memorias vincadas!

fomos lua de setembro
ténue luz refletida em nos
um sol no outono
que nos tocava, perfeito
suave aperto quente no peito
quase, talvez quase!
mas nao fomos,
nao eramos...
talvez nao podessemos.
e agora que sou?
que somos?
nada mais do que alguem que tentou
que arriscou ser sem conseguir
fomos demais...

terça-feira, 10 de junho de 2008

Último

Neste desconforto do pensar
a ingenuidade delirante,
de um pensamento que escapa
uma vontade que me agarra
num momento distante...

E o luar nunca esquecido
a palavra nunca dita..
o instante para sempre lembrado,
aquele gesto escondido,
este segredo guardado
na quase certa incerteza
de um desejo incompreendido
num último olhar trocado...

E agora?
Nestes dias sem esperança,
só espero pela noite
que vem calma e sem hora
para me esconder na lembrança
que me leva embora...

Ficou a distância tão perto,
o sonho que partiu,
um desejo eterno...
no teu lugar vazio.

Para longe do fim...
no despertar da vontade
saudade em mim...