quinta-feira, 14 de maio de 2009

22h22 Pede um desejo!

Que origem dúbia tens tu vil sentir?
No teu Eterno Retorno,
Quem te pede que apareças?
Em toda a tua glória,
Salmos de flautas inocentes,
cortejo de quimeras gritantes,
com arrufos de tambores imponentes,
apareces...
Na ingénua melancolia esperada
fazes-me desejar ser tudo o que és,
fazes-me odiar tudo aquilo que não me podes dar,
sem saber se és doce ou fel
O que és?
ilusão de vida
rasgos de loucura
triste vontade
dor pura!
Sentir sentido por quem não sente!
Mudo e terminante clamor,
manténs-te indefinido, Doce fel…
O que és tu a que chamo amor?

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