Em mim ficou um pouco de ti, o pouco que me deste. Em cada olhar respondido, deste-me o que eras, sem as palavras gastas e sentires mutáveis que o tempo faz nascer, o limite em nós que o tempo fez nascer! Isto não se perde, o que me deste não muda e fez sentido no lapso dos sentidos voláteis de outrora. Por mim, serei sempre aquelas mãos que te confortavam todo o corpo, estas mãos que procuravam as tuas! Por mim, serás o todo, que em ti eu era! Enquanto o tempo trata de nos matar, ficarás em mim, na inevitabilidade do sempre, indefinido para sempre…
Gostar de Ti foi um pretexto para nos salvar!
domingo, 1 de novembro de 2009
sábado, 31 de outubro de 2009
The Arcade Fire - No Cars go
Pelo teu 19 de Junho
"Between the click of the light and the start of the dream"
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Quimérico
(...)e ver-te só a ti deste parapeito,
deixa-me olhar-te nos olhos só pra sentir
como seria se fosse perfeito...
E vou-me a esta quimera cingir
deitar-me nos prados,
os teus cabelos no meu peito
os teus lábios rosados!
Vamos ser um devaneio e fugir
sem sequer ver uma saída
sem saber por onde ir
e utopia-me a vida...
deixa-me olhar-te nos olhos só pra sentir
como seria se fosse perfeito...
E vou-me a esta quimera cingir
deitar-me nos prados,
os teus cabelos no meu peito
os teus lábios rosados!
Vamos ser um devaneio e fugir
sem sequer ver uma saída
sem saber por onde ir
e utopia-me a vida...
terça-feira, 6 de outubro de 2009
"Também não mereço que gostes de mim..."
Vejo o fim tão próximo
e já mal oiço a tua voz de messias,
entre as palavras de sangue caído,
malogrados sonhos e poesias,
vamos fechar os mundos lá fora...
Fechar os nossos olhos
e quando os voltarmos a abrir,
nesta última luz que finda,
não verei mais esses verdes mundos
e saberei que não estarás aqui ainda...
Mas quero ver-te!
Quero ser-te!
Errar-te novamente,
só errar mais uma vez
e teimar neste sonho demente,
cruzar este fim que se previa
e quase ouvir-te dizer:
"- Acabei por gostar!"
Mas quando deixar de te ver aqui,
não me posso esquecer de chorar!
Estás aqui ainda?
"- Fazes-me sentir bem..."
Não, ja não faço mais.
e já mal oiço a tua voz de messias,
entre as palavras de sangue caído,
malogrados sonhos e poesias,
vamos fechar os mundos lá fora...
Fechar os nossos olhos
e quando os voltarmos a abrir,
nesta última luz que finda,
não verei mais esses verdes mundos
e saberei que não estarás aqui ainda...
Mas quero ver-te!
Quero ser-te!
Errar-te novamente,
só errar mais uma vez
e teimar neste sonho demente,
cruzar este fim que se previa
e quase ouvir-te dizer:
"- Acabei por gostar!"
Mas quando deixar de te ver aqui,
não me posso esquecer de chorar!
Estás aqui ainda?
"- Fazes-me sentir bem..."
Não, ja não faço mais.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
"Quero dormir ao mesmo tempo que tu..."
Os nossos corpos...
Caixas de sonhos guardados
fugidos de fins,
cheios de mundos ideados
ladeados por jardins,
onde nos cruzamos
com o tanto...
tanto que somos por fazer,
no simples que é o sonhar,
no difícil que é o dizer
até se fazer um silêncio...
E neste silêncio,
predidos no tanto vivido,
sem saber o que é viver,
sussuras-me ao ouvido:
"- Conta-me... o que estamos a perder?"
Caixas de sonhos guardados
fugidos de fins,
cheios de mundos ideados
ladeados por jardins,
onde nos cruzamos
com o tanto...
tanto que somos por fazer,
no simples que é o sonhar,
no difícil que é o dizer
até se fazer um silêncio...
E neste silêncio,
predidos no tanto vivido,
sem saber o que é viver,
sussuras-me ao ouvido:
"- Conta-me... o que estamos a perder?"
sábado, 20 de junho de 2009
Ficou marcado o meu último dia
E nasces de novo,
Sonho feliz!
Nasces porque te fiz
e porque te fiz,
fiz de ti
este sonho feliz!
Sonho feliz!
Nasces porque te fiz
e porque te fiz,
fiz de ti
este sonho feliz!
segunda-feira, 8 de junho de 2009
"- Sabes do que gosto? - De mim..."
Hoje enquanto falo contigo
tudo pára em teu redor...
Reparo em cada pormenor do teu mundo,
tudo bem lento
bem nítido
fixo tudo:
As tuas mãos que se mexem hesitantes
como que temendo errar nos gestos,
avançam,
recuam,
quase suplicam que as toque
que as guarde em mim...
"- Vem, dá-me a tua mão!"
Gritava o meu pensar...
Os teus cabelos cor de mel
que voam ao som do vento,
num dançar adorável,
o baloiçar do meu alento!
Sinto em mim uma vontade de os tocar
de os sentir entre os dedos
confundi-los comigo
e em tom de segredo
dizer-te ao ouvido:
"- São parte de mim..."
Enquanto me olhas...
Os teus olhos amendoados
tão claros no que dizem
desejam ser amados.
São doces de cor inocente,
dois nobres mundos escuros
e por esses olhos puros
guardo a vida que me és!
tudo pára em teu redor...
Reparo em cada pormenor do teu mundo,
tudo bem lento
bem nítido
fixo tudo:
As tuas mãos que se mexem hesitantes
como que temendo errar nos gestos,
avançam,
recuam,
quase suplicam que as toque
que as guarde em mim...
"- Vem, dá-me a tua mão!"
Gritava o meu pensar...
Os teus cabelos cor de mel
que voam ao som do vento,
num dançar adorável,
o baloiçar do meu alento!
Sinto em mim uma vontade de os tocar
de os sentir entre os dedos
confundi-los comigo
e em tom de segredo
dizer-te ao ouvido:
"- São parte de mim..."
Enquanto me olhas...
Os teus olhos amendoados
tão claros no que dizem
desejam ser amados.
São doces de cor inocente,
dois nobres mundos escuros
e por esses olhos puros
guardo a vida que me és!
quinta-feira, 14 de maio de 2009
22h22 Pede um desejo!
Que origem dúbia tens tu vil sentir?
No teu Eterno Retorno,
Quem te pede que apareças?
Em toda a tua glória,
Salmos de flautas inocentes,
cortejo de quimeras gritantes,
com arrufos de tambores imponentes,
apareces...
Na ingénua melancolia esperada
fazes-me desejar ser tudo o que és,
fazes-me odiar tudo aquilo que não me podes dar,
sem saber se és doce ou fel
O que és?
ilusão de vida
rasgos de loucura
triste vontade
dor pura!
Sentir sentido por quem não sente!
Mudo e terminante clamor,
manténs-te indefinido, Doce fel…
O que és tu a que chamo amor?
No teu Eterno Retorno,
Quem te pede que apareças?
Em toda a tua glória,
Salmos de flautas inocentes,
cortejo de quimeras gritantes,
com arrufos de tambores imponentes,
apareces...
Na ingénua melancolia esperada
fazes-me desejar ser tudo o que és,
fazes-me odiar tudo aquilo que não me podes dar,
sem saber se és doce ou fel
O que és?
ilusão de vida
rasgos de loucura
triste vontade
dor pura!
Sentir sentido por quem não sente!
Mudo e terminante clamor,
manténs-te indefinido, Doce fel…
O que és tu a que chamo amor?
domingo, 26 de abril de 2009
domingo, 22 de fevereiro de 2009
"Gosto mais de ti quando dizes Sim..."
- Conta-me...onde estamos?
- Estamos num jardim
de folhas amarelas no chão
onde só sabemos dizer: Sim!
onde o vento de fundo canta a nossa canção,
sem fim nem qualquer ponto
onde todas estas folhas amarelas
são palavras do nosso conto
e ninguém contará a nossa história por elas!
- E como são essas folhas amarelas?
- Sei que nascem nestas árvores belas
e têm uma cor linda,
em tons d'aguarelas!
- E as árvores belas
de onde voam as folhas amarelas
o que nos contam?
- Contam com espanto
que nunca haviam visto amor com tal encanto…
"Gosto mais de ti quando dizes Sim..."
- Estamos num jardim
de folhas amarelas no chão
onde só sabemos dizer: Sim!
onde o vento de fundo canta a nossa canção,
sem fim nem qualquer ponto
onde todas estas folhas amarelas
são palavras do nosso conto
e ninguém contará a nossa história por elas!
- E como são essas folhas amarelas?
- Sei que nascem nestas árvores belas
e têm uma cor linda,
em tons d'aguarelas!
- E as árvores belas
de onde voam as folhas amarelas
o que nos contam?
- Contam com espanto
que nunca haviam visto amor com tal encanto…
"Gosto mais de ti quando dizes Sim..."
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
"Adeus? Não não! Um até já!"
Um olhar carregado de querer escondido,
que finge não ver os pensares pensados,
em vontades que nos impelem em força para o abismo sereno
ao passo que definem se caímos ou voamos…
neste nobre amor veneno!
E no triste corrente sentir de um amor pretérito,
cheio de lembrares suaves de tudo extinto,
duro e distante almejado fim demérito
que volta escoltado pelos silêncios que acordam o que sinto…
São estes constantes olhares que se tocam ,
que se acreditam perdidos...mas voltam…
para nos contar que este sentir pode ser cruel!
Um efémero engano dos sentidos
que nos dá a conhecer este negro fel
e se eleva no céu revolto,
tão leve, feito um coração de papel
onde escrevo este sonho solto!
que finge não ver os pensares pensados,
em vontades que nos impelem em força para o abismo sereno
ao passo que definem se caímos ou voamos…
neste nobre amor veneno!
E no triste corrente sentir de um amor pretérito,
cheio de lembrares suaves de tudo extinto,
duro e distante almejado fim demérito
que volta escoltado pelos silêncios que acordam o que sinto…
São estes constantes olhares que se tocam ,
que se acreditam perdidos...mas voltam…
para nos contar que este sentir pode ser cruel!
Um efémero engano dos sentidos
que nos dá a conhecer este negro fel
e se eleva no céu revolto,
tão leve, feito um coração de papel
onde escrevo este sonho solto!
domingo, 11 de janeiro de 2009
"Para sempre? Nada dura para sempre!"
Não quero mais!
Digo no meu pensar mentido
debaixo deste céu caído
que deixas ao fundo enquanto saís...
Resta soltar-me ao ar
e sentir em mim algo estóico, crescente
que me leva na impassível pena de pedra
do sentido que nada sente!
e sei...
que não mais quererei correr!
não mais terei que secar a cara!
por já não ter nada que possa perder
porque em mim nada de ti ficara...
Espero ver-te numa outra vida,
quando o nosso destino consentido for igual
porque nesta volta perdida
este encontro foi casual
(um repentino devaneio feroz)
nascido de intento nenhum
que a vida que vi em nós
só foi vista por Um!
Noite áspera em coração fraco,
carregado de querer frustrado
em letras feitas de sentido escasso
ao saber que não é amado!
"Para sempre? - Nada dura para sempre!"
Digo no meu pensar mentido
debaixo deste céu caído
que deixas ao fundo enquanto saís...
Resta soltar-me ao ar
e sentir em mim algo estóico, crescente
que me leva na impassível pena de pedra
do sentido que nada sente!
e sei...
que não mais quererei correr!
não mais terei que secar a cara!
por já não ter nada que possa perder
porque em mim nada de ti ficara...
Espero ver-te numa outra vida,
quando o nosso destino consentido for igual
porque nesta volta perdida
este encontro foi casual
(um repentino devaneio feroz)
nascido de intento nenhum
que a vida que vi em nós
só foi vista por Um!
Noite áspera em coração fraco,
carregado de querer frustrado
em letras feitas de sentido escasso
ao saber que não é amado!
"Para sempre? - Nada dura para sempre!"
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